Pensando nas minhas experiências com a docência pude perceber a influência do meu histórico de vida, desde a minha relação com meu pai até a minha relação como o ambiente escolar em que estive e estou inserido.
É impossível dissociar as minhas ideias e convicções como pessoa das minhas ideias e convicções como o professor. Não há um ser que seja só professor, mas o professor é também uma pessoa que mesmo que tente não associar sua personalidade ao comportamento como professor, acaba por refletir na sua prática da docência sua personalidade. O modo como eu trato cada aluno, por exemplo, reflete minha empatia com ele, e portanto há uma relação sendo estabelecida.
Na formação do currículo também se mostra a personalidade do professor/pessoa e não é algo impessoal. Dando aulas particulares percebi como é diferente ensinar algo que se gosta muito de algo que não se gosta tanto. O empenho e a dedicação na preparação são diferentes em cada caso. Pensando nisso Goodson(2008,p.213-233) propõe que seja diferente, e que se busque um currículo que atenda aos interesses dos alunos também.
Quando o professor consegue conciliar o currículo que ele deseja com aquele que o aluno deseja, o processo de aprendizagem se torna melhor e mais prazeroso. O professor ensina algo que gosta e, portanto, ensina com prazer, e o aluno aprende algo que lhe interessa e, portanto, aprende com mais empenho e vontade.
Concordo contigo Rudimar,
ResponderExcluirseria incrível se o currículo abordasse assuntos que se relacionassem com a realidade e os interesses dos envolvidos no processo escolar. Eu ainda espero que isso aconteça e que possamos vivenciar esta experiência em breve.
Abraços, Anelise.